sábado, 22 de agosto de 2009

Amar com cabeça?


Será possivel amar verdadeiramente de forma racional? Controlar emoções, planear e decidir uma relação com a cabeça, sem seguir qualquer impulso? Surgiu-me esta questão estes dias, quando uma amiga me disse que seria precipitado ir viver com o meu namorado ao fim de (apenas) ano e meio de namoro... Talvez. Ela namora há seis anos e não pensa fazê-lo tão cedo... Mas será que há um periodo mínimo de tempo para dar este passo, ou basta amar a pessoa e ter confiança e intimidade suficientes para levar a acabo uma vida a dois? Serei eu inconsequente ou estará ela a adiar um projecto de vida que vê como certo, mas pelo qual parece não ansiar? Nunca fui muito de impulsos românticos, mas parece-me natural que sinta necessidade de dar este passo na minha relação e nao minha vida, tendo condicões práticas para o fazer. Também não sou adepta da filosofia "basta um amor e uma cabana", mas um emprego estável que me assegure sustento e um T1 bastar-me-iam....

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Os namorados dos amigos *


(*leia-se também namoradas dos amigos/ namorados das amigas/ namoradas das amigas)

Os namorados dos amigos normalmente são pessoas porreiras e nós gostamos muito deles porque fazem o nosso amigo feliz. Mas no fundo, bem no fundo, ainda que inconscientemente, toda gente detesta os namorados dos amigos! (detestar talvez seja uma palavra muito forte...mas pelo menos, sente ciúmes!) Torcemos imenso para que comecem a namorar e para que a relação dê certo, saímos muitas vezes juntos e fazemos planos para que a nova cara-metade do nosso amigo se integre e se sinta bem connosco. Mas isso é só no inicio da relação! Passado algum tempo, o nosso amigo já sai menos connosco, não aparece tanto no msn, manda menos sms's, já não quer saber de noites porque quer passa-las com o seu amor...passa a ter novas prioridades. Há que conciliar os amigos de ambas as partes, tem de haver tempo para estarem sozinhos, às vezes também tem de haver tempo para estar com as respectivas famílias... Em casos mais graves, o pior nem é isso, é o quão lamechas e enjoados se podem tornar! Primeiro são as declarações de amor no msn (ainda que dissimuladas), depois são os comentários no hi5 (no extremo do "lamechismo" podem chegar a dizer 'amo-te' em todas as fotografias!), não desgrudam um do outro quando estão connosco (chegam mesmo a esquecer que há mais gente em volta!) e depois vem a aliança... Parece-nos impossível que ele agora esteja tão diferente e que para decidir se pode ou não estar connosco, tenha que falar com o namorado primeiro, porque agora as decisões são tomadas a dois e há que dar satisfações dos seus planos!
Mas pior, pior mesmo, é quando somos nós 'o amigo', começamos a namorar e temos que engolir todas as críticas que fizemos aos nossos amigos quando eles começaram a namorar... --'
(vá lá que pelo menos não cheguei a atingir os extremos do "lamechismo"!)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais um post sobre a Maya na FHM...



Estava pr'aqui a correr uns blogues e mais uma vez...um post sobre a Maya na FHM! Parece que a senhora conseguiu pôr toda gente a falar dela, tal como queria. Bem dizia ela numa entrevista, que uma capa sua causaria mais impacto que a da Mónica Carvalho na Playboy! Fala-se em photoshop e lêem-se exclamações como "FEIA, FEIA FEIA!", "o horror, a tragédia...!", "credo, que mal…", "esta revista caiu mesmo no degredo"... Das várias opiniões que li sobre o assunto, são mesmo muito poucas as favoráveis. Eu também não simpatizo muito com a senhora e concordo que haveria capas muito mais bonitas a publicar, mas também acho que há que lhe dar algum mérito, dada a idade dela -49 anos! Com ou sem photoshop, ela está muito bem para a idade que tem! Quanto ao photoshop, quase todas as fotos dessas revistas - umas mais, outras menos - devem ser retocadas, acho que hoje em dia é difícil saber o que é natural ou não. E quanto à revista, sem dúvida fez uma excelente aposta, não pela beleza estonteante da taróloga, mas porque conseguiu uma publicidade impressionante do número deste mês.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"Estético'dependentes"

Dizem que a mulher é símbolo de beleza.... talvez seja por isso que sempre se caracterizou por uma maior preocupação com a sua aparência em relação aos homens. Preocupação essa que nos últimos anos se tem vindo a tornar numa obsessão para muitas mulheres (poucas são as que não têm motivos para complexos ou que conseguem ignorar e desvalorizar todos aqueles pequenos defeitos que nos caracterizam e tanto nos incomodam - celulite, gordura localizada, varizes, estrias, etc, etc). A publicidade constante de receitas milagrosas com a imagem de mulheres 'perfeitas' é uma das grandes responsáveis por esta obsessão... É impressionante a quantidade de anúncios com que nos deparamos de tratamentos estéticos, cremes anti-celulite, anti-rugas, comprimidos de emagrecimento, dicas para emagrecer e/ou perder a celulite . Eu já estou quase uma expert em celulite de tantos artigos que já li sobre o assunto! (De facto é uma obsessão minha que tem vindo a crescer de ano para ano -à medida que o seu aspecto vai piorando-, apesar de ter noção do quão fútil é e de que ter mais ou menos celulite, ter uns quilitos a mais ou a menos não fazem de mim uma pessoa melhor ou pior.) A verdade é que nós mulheres somos quase forçadas a manter uma aparência minimamente apresentável, segundo os padrões de beleza ditados pela sociedade. Ou então é uma "paranóia" que já nasce connosco, que faz parte da nossa natureza: a necessidade de nos sentirmos bonitas, invejadas, desejadas. Até porque quando tal não acontece, há sempre alguém pronto para apontar o dedo. E quando a nossa auto-estima está mais em baixo, lá aparece mais um anúncio de um produto milagroso que nos faz acreditar que é desta que vamos ficar com um aspecto magnífico, e que faz de nós cada vez mais "estético'dependentes".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Baptismo


Este fim de semana fui convidada para o baptizado da afilhada do meu namorado.
Eu também fui baptizada, fiz a primeira comunhão e fui educada como católica. Desisti da catequese antes de fazer a segunda comunhão, por achar que era uma perda de tempo - e de facto era! Lembro-me de ouvir algumas histórias sobre Jesus Cristo nos primeiros anos e de completar em coro "Je...sus!", e mais tarde só me lembro de ficar a conversar com os meus colegas porque os catequistas não tinham nada para nos ensinar. Com os anos fui-me desligando da Igreja Católica, conforme me fui apercebendo de algumas incongruências e hipocrisias da instituição e das pessoas que a seguem. Mas não vou divagar relativamente a isso agora... Voltando ao Baptizado (mas continuando a questão da hipocrisia)! Ao longo de todo o ritual (acho que lhe posso chamar ritual) fui-me perguntando porque razão os pais insistiram em baptizar a criança, quando se notava perfeitamente que não levam a sério a religião em questão e os ditos rituais (incluindo o de frequentar a Igreja semanalmente) . A mãe da baptizada e a respectiva madrinha repetiam aborrecidas "vamos ter que assistir à missa toda!"; o meu namorado, agnóstico assumido, prometeu perante o padre (tal como os restantes) educar a criança segundo os valores católicos... Até mesmo eu (!) - dei por mim a repetir todas aquelas orações e deixas que aprendi a repetir mecanicamente ao longo dos anos, sem sequer pensar no que estava a dizer. E o mesmo se repete em tantas outras famílias, completamente desligadas e descrentes dos ensinamentos católicos, que insistem em levar a cabo os sacramentos desta religião, maioritária no nosso país, só porque toda gente o faz! Toda gente casa, toda gente usa um vestido bonito para entrar na Igreja, toda gente baptiza os filhos (também com vestidos bonitos), etc, etc...então porque é que eles não o hão-de fazer?! E depois quem lhe daria a prenda na Páscoa?? Segundo apurei no site da Igreja do Campo Grande,

"O Baptismo é o sacramento pelo qual os indivíduos se tornam membros do Corpo de Cristo que é a Igreja.

É o banho da regeneração dos filhos de Deus, que liberta de toda a culpa;

É o sacramento da fé, da adesão incondicional à pessoa de Cristo;

É o sacramento do testemunho que compromete no anúncio do Evangelho pela vida e pela palavra oportuna;

É o sacramento da comunidade de fé, de esperança e de serviço."

A questão é se esta grande maioria de falsos católicos pára para pensar se de facto acredita no compromisso que vão assumir e na(s) promessa(s) que vão fazer perante o padre e, supostamente, perante Deus; e mais importante, se realmente vale a pena impor uma religião a uma pessoa que ainda não tem poder de decisão! Em famílias fervorosamente católicas (como a minha) levanta-se ainda a questão do receio de enfrentar a família. Confesso que se um dia tiver filhos, vai ser complicado explicar à minha avó que não os vou baptizar...mesmo assim, acho que não justifica a hipocrisia a que muitas pessoas continuam a submeter-se e até mesmo o desrespeito para com aqueles que acreditam e encaram estes rituais/sacramentos com seriedade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O café

Dado o nome do blogue, achei que seria pertinente que o primeiro post fosse relativo ao café. É provavelmente a bebida mais consumida pelos portugueses - uma espécie de hábito social. Para alguns é um vício ou um digestivo, para outros é apenas uma "formalidade", é uma desculpa para convidar alguém para sair, é uma forma de marcar um encontro com os amigos... Mesmo quem não toma café utiliza inúmeras vezes o típico "vamos tomar café"! Curto, comprido, com a chávena escaldada, com gelo, com leite, descafeinado, acompanhado de um cigarro ou de uma cigarrilha, seguido de um copo de água ou de um "cheirinho"... há variadas formas de o tomar. Para mim é um vício indispensável após as refeições e tem que ser comprido, bem quente e é absolutamente impensável meter o que quer que seja à boca depois do meu sagrado café.
Segundo dizem, em excesso é prejudicial à saúde. Faz mal ao estômago e não deve ser tomado por pessoas com problemas de sono. No entanto, também se diz que o seu consumo (moderado) pode prevenir doenças como alzheimer, parkinson, depressão, diabetes, cálculos biliares, cancro do cólon... além de outros benefícios que algumas pessoas desconhecem. O café contém vitamina B, lipídios, aminoácidos, açúcares e uma grande variedade de minerais, como potássio e cálcio, além da cafeína; tem propriedades antioxidantes, combatendo assim os radicais livres e melhorando o desempenho na prática de desportos; e ainda melhora a taxa de oxigenação do sangue!