terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Multi-funcionalidade Feminina



Não será cruel da minha parte dedicar especial enfoque à multi-funcionalidade feminina por uma razão óbvia. Vejamos por exemplo, por diversas razões, a beleza masculina não é tão rigorosa como a feminina. Vemos frequentemente uma mulher explosivamente bela acompanhada por um namorado ou marido não propriamente “equivalente” e merecedora dela (pura tenacidade, estas coisas nem se deveriam pensar). Mas socialmente este tipo de constatação nem se questiona, é normal, é fruto social. Ao longo do tempo tem-se tornado normal o homem ter o desconto promocional da idade e da barriguita, justificado pelo peso de um corpo que labutou bastante para prestar conforto à princesa e aos seus e, por isso, pode regozijar-se da boa cerveja portuguesa e dos nossos óptimos enchidos! Mas este é o único desconto ao qual a mulher não tem direito (daí ter rebaixa 1º. e 2º. Vez!). A mulher tem de corresponder idealisticamente àquilo que os teóricos na matéria apelidam de supermulher: profissionalmente competente, responsável pela lida da casa, por desenvolver um papel maioritário e preponderante na educação dos filhos sem nunca deixar de ser uma brasa.
É óbvio que esse tipo de conceptualização e crenças subjacentes estão completamente démodé e pelo bom senso e respeito à humanidade nem deveriam subsistir. Protagonizadora destes ideais machistas, a igreja revelou o seu grande contributo, atribuindo um papel divinalmente secundário e servidora à mulher com excepção da santa! Porém, as coisas têm melhorado graças aos movimentos feministas e outros esforços pela “igualdade” (palavra que detesto neste contexto, só por aludir para a hipotética diferenciação). Aceito mais aquilo que apelido de uniformização dos sexos! O termo igualdade alerta ou dá impressão que o homem possui um estatuto altivo face a uma mulher subjugada que deseja atingir o mesmo privilégio. Não sendo feminista e por não conhecer os princípios deste movimento, não me poderei alongar mais neste termo, na segurança de não incorrer em barbaridades ou opiniões pouco fundamentadas.
No entanto, não deixo de me exprimir relativamente à uniformização em vez da igualdade, isto porque o último traduz-nos num idioma de diferença que a própria aplicação do termo acredita existir. Por ter uma perspectiva, já por si igualitária, considero fundamental uma aproximação dos dois géneros num esforço consciente e conciso. É notório que formas de pensar, vestir, sentir não são muito diferentes, diria que a uniformização já existe por si, será apenas necessário uniformizar-se as formas reflexivas acerca do homem e mulher como subgéneros de um mesmo racional. Ter um pénis ou uma vagina à nascença não deveria conferir estatuto, deveria ser um acontecimento casualmente neutro. Mas acredito que à medida que “ vamos crescendo” em instrução académica, mais do que os princípios activistas, esta visão neutra e imparcial relativa ao sexo será promulgada.
Por conseguinte, só fará sentido um homem “exigir” um ideal feminino em casa, se também estiver disposto a ser cooperativo nas tarefas típicas do casal e, claro, cuidar da barriguita!

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