
Somos uns analistas/observadores cada vez mais refinados, mas com algumas diferenças. Basta fazermos um pequeno exercício de reminiscência e pensar no que fazemos quando vemos uma pessoa a entrar num café onde já estamos ou noutro contexto qualquer. Acho que é comummente tirarmos as medidas, passarmos a pente fino a pessoa sob o nosso olhar crítico, emitindo para nós próprios pensamentos e conclusões evidentemente precipitadas sobre essa pessoa. Perante este julgamento sumário, deparamo-nos com algumas diferenças entre géneros. Julgo que por critérios de ordem socioculturais incrementados desde cedo, fruto de uma leviandade fútil, a mulher tem por critérios, essencialmente, a forma como a observada (tendo como exemplo prático uma mulher) se veste (desde de acessórios, roupa, calçado), avaliam o “make up” e a postura. Já o homem valoriza a forma corporal aparente e o rosto na esperança de inferir algumas características pessoais. Simpatia, afabilidade, sociabilidade são geralmente as mais cotadas. Porém, atributos contrários podem ser associados ao “objecto de estudo” dependendo da sua “entrada” e interacções que estabelece com os outros. Será indispensável dizer que uma mulher que sorria, que interaja moderadamente e que demonstre uma postura sempre activa é mais valorizada neste processo de primeiras impressões do que uma “apagadita” ou que está mesmo resmungona, que se considera dona de tudo e a rainha da festa. Mas o que elas não sabem é que a conjugação de um corpo “hot hot” com uma postura altiva faz com que o sexo oposto considere aquela criatura obsoleta, não merecedora da sua beleza, desconsiderando qualquer possível abordagem com o corpinho danone com p.d.m.
Em suma, não existem muitas diferenças inter-géneros, ambos fazem a mesma coisa mas valorizando critérios distintos.


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