
Provavelmente muitos de nós (não no meu caso) já experienciou uma noite de “engate” ou de “curtição” que duraram não mais que uma noite! Não posso proferir muito acerca deste tema por não o ter vivido, mas posso concluir alguns pontos da experiência de terceiros que me foi adiantada. O que me parece um ponto de partida é que, se alguma coisa sucede, dá-se por vontade ou desinibição consensual. Confesso que até bem pouco tempo não conhecia esta realidade que é cada vez mais nossa. Tinha este fenómeno como frequente noutras culturas, mas agora tenho a prova que os “amassos” e o sexo descomprometido também se fazem à portuguesa, cá dentro ou lá fora. Fora qualquer julgamento, não condeno as pessoas que passaram por essa experiencia, até porque não existe nada de contranatura em desenvolver os papéis de macho e fêmea que nos foram designados.
Tenho alguma duvidas se se poderá teorizar sobre este fenómeno social ou se já existe alguma literatura científica. Mas parece-me claro que não é necessário um grau de intimidade ou conhecimento muito apurado acerca de uma pessoa para levar a cabo relações sexuais com a mesma. Talvez seja essa a principal vantagem: não se saber nada a respeito da outra pessoa, sabendo que não se estão a fazer apostas para além daquela que fazemos na degustação libidinosa; não se fica frustrado ou culposo se não conseguirmos tirar o máximo partido.
Por outro lado, se a experiência for exímia, é sempre algo que podemos vir a repetir nos dias que se seguem ou simplesmente sempre que o desejo despoletar. Mas isto nem sempre se dá de forma linear, isto porque um relação séria pode ser fruto deste tipo de casualidade sexual. O proveito é satisfatoriamente consensual e começam-se gradualmente a descobrir outras facetas do parceiro, podendo resultar uma relação de compromisso.
Este fenómeno está em voga, devendo-se em parte, à aculturação, aproximando-nos cada vez mais às práticas sociais da Europa central e de leste. O ponto conclusivo desta metanálise, com base na experiência alheia, baseia-se na premissa central que há maior probabilidade num acontecimento isolado deixar recordações felizes e didácticas para futuras relações.


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