
Tenho vindo a referir em posts anteriores que a juventude actual não se distingue, na sua essência, da de outrora. Porém, alguns aspectos mais supérfluos são notoriamente distintos. Sim, a cultura é diferente, a informação é mais vasta, e há facilitismo para tudo. Mas tudo deveria ter a sua norma! Tudo deveria ser moderado e , por vezes, colmata naquilo que se torna comodismo excessivo. Tenho vindo a observar uma certa desresponsabilização dos próprios comportamentos juvenis. A nota negativa de um teste pode ser, consequência da complexidade própria da matéria que delimita ou de práticas incorrectas ou mesmo de nenhum estudo (geralmente “camuflado”). É-lhe tão mais fácil ter como principal passatempo o PC que tudo lhes oferece, desde de divertimento (principalmente), e, pouco conhecimento, paradoxalmente. Este regalo proporciona-lhes uma distracção que se ainda não é, nalguns casos, se torna quase compulsiva, podendo desenvolver consequências nefastas: não exercitação das dinâmicas grupais (familiares e grupos de pares) ao estado de embotamento sobre a própria realidade que os circunde, e outros fenómenos como a obesidade. Assim sendo, MacDonald (e outras cadeias de comida rápida) e o sedentarismo, que lhes são fácil e comodamente gozados, constituem as principais armas de arremesso .
É aqui que uma educação preocupada, por parte dos pais e das instituições educacionais, assume um papel preponderante. Deve procurar-se um meio termo, um equilíbrio entre a escassez e o exagero de mimo tecnológico e alimentar. Deve fomentar-se o gosto por uma alimentação saudável com todos os seus benefícios; pelo conhecimento e pelas formas de conhecer; e pelo principal moderador de uma sociedade propensa ao caos, o respeito.


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