sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tudo tem um fim


Estamos em Outubro, mês este que se apresenta como exemplar para tirar umas pequenas férias junto a praia, ou desfrutar de um bom piquenique. Lembro que apesar do contentamento que possamos sentir, não se trata de algo natural devendo-se a um conjunto de inúmeros factores: emissão de clorofluorcarbonetos (CFC’s) responsáveis pela criação de radicais livres na atmosfera que, por sua vez, desintegram as molécula de ozono (O3) responsáveis pela protecção dos terráqueos; da própria evolução planetária e solar, expansão do universo e alteração nos campos magnéticos polares. Este tipo de informação é-nos oferecida pelos meios de comunicação que vão amenizando a seu jeito as catástrofes ditas “naturais” mas que em grande escala se devem à acção humana. O respeito pelo ambiente é uma das políticas que se tem vindo a desenvolver de modo crescente com preocupação nas gerações vindouras que com certeza sofrerão estas alterações mais do que nós apesar dos muitos esforços que se estão a fazer contra esse sentido. O fim do mundo é inevitável até mesmo porque as transformações irão aniquilar qualquer espécie de vida. Antes do final propriamente dito, qualquer espécie assistirá ao seu extermínio e depois, sim, o planeta mãe irá sucumbir, quiçá sob forma de explosão ou pela extinção do sol numa anã branca ou pela “lufada” de ventos solares. O que acaba por ser justo, o planeta criou-se primeiro e é possivelmente o último a oferecer resistência. Trata-se de um aspecto inevitavelmente interessante da humanidade e de qualquer outra forma viva. Vimos do nada e em nada vamos ficar. Por muito que se tente minimizar os danos, o fim do mundo é uma realidade dentro de um paradoxo de irrealidade! Sim, porque se acabarmos, o que será do resto do universo (que por muito que se tenha investigado, nada sabemos senão da descoberta de alguns planetas e da expansão deste)? Haverá um fim (fronteira) ou será um contínuum (difícil de entender)? Talvez seja por termos esta noção que deixamos as coisa ao acaso e nos desleixamos não adoptando medida preventivas como: reciclar; reutilizar; utilizar os transportes públicos; minimizar a utilização de sprays domésticos contendo CFC’s; evitar os gastos desmesurados de água e electricidade…por aí adiante.
Estamos em estado emergente e, apesar de tudo, podemo-nos dar por felizes por estarmos na Europa e ainda não sentirmos de forma significativa esta alterações e maior incidência de fenómenos naturais devastadores para além destas estações cada vez mais atípicas. Mais sorte temos por não habitarmos as regiões glaciares, pois neste momento já não teríamos chão (literalmente) e de nada nos valeria o rendimento social de reinserção. Sempre poderíamos investir numa plataforma flutuante e arsenal de pesca de última geração em detrimento de um novo iphone ou carro de luxo!

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