
Sempre sonhamos com os nossos maiores desejos se tornarem realidade, porém o que acontece, na maior parte das vezes, é que eles não sucedem da forma como planeávamos. Por vezes ficamos assim, dando-nos por satisfeitos com o que conseguimos ou então lutámos pela perfeição para obtermos os resultados esperados. Ainda bem que isto acontece! Já pensaram como seria se todos os nosso desejos se realizassem?! Claro, à primeira vista seria um fenómeno pelo qual todos queríamos passar! Mas gosto de pensar que esta ambição não é mais que um estado ilusório, pois acabaríamos por arranjar qualquer coisa para argumentar a nossa insatisfação. Isto sucede-se, segundo o meu ponto de vista, porque o Homem tem a necessidade de optimizar-se ao longo do seu desenvolvimento, aproximando-se cada vez mais dos seu objectivos, dos seus ideais. Assim, sempre que conseguimos uma conquista, rapidamente redireccionamos os nossos esforços para o tópico seguinte da nossa “lista”, caminhando para a perfeição idealizada daquilo que queremos (mas que egoístas!). Na segunda hipótese, o que acontece, é que aquilo que conseguimos não nos é satisfatório por não corresponder às expectativas. Então rapidamente descartamos o feito e recomeçamos à luta por melhores resultados. Pois é, somos uns eternos (até ao final da nossa vida) insatisfeitos. Mas é precisamente esta insatisfação, imprevisibilidade, impossibilidade de controlar o que nos circunde que nos dá alento, nos obriga a “carburar” para conseguirmos o que ansiamos. Por isso, um conselho, experimentemos, vivemos, mas façamo-lo de uma forma desafogada tirando sempre o máximo proveito. Sejamos uns felizes insatisfeitos!


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